Presidência da ALMG recebeu mais uma questão de ordem contra pedido de impeachment nesta terça (8). Denúncia continua suspensa. - Foto: Daniel Protzner
Presidência da ALMG recebeu mais uma questão de ordem contra pedido de impeachment nesta terça (8). Denúncia continua suspensa. - Foto: Daniel Protzner

A Presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) respondeu, na Reunião Ordinária de Plenário desta terça-feira (8/5/18), a questão de ordem formulada pelo líder do Governo, deputado Durval Ângelo (PT), contra o recebimento de denúncia de crime de responsabilidade supostamente cometido pelo governador Fernando Pimentel (PT).

Os argumentos da questão de ordem foram rejeitados por meio de decisão lida pelo presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes (PMDB), mas continua suspensa a tramitação da denúncia, que pode levar ao impeachment do governador. O prosseguimento da tramitação só ocorrerá após análise de outras duas questões de ordem de parlamentares da base governista. Não há prazo para que esses questionamentos sejam respondidos.

Uma das questões de ordem pendentes é a do deputado Rogério Correia (PT), também formulada no dia 2 de maio, mesmo dia em que foi apresentada aquela do deputado Durval Ângelo. Uma terceira questão de ordem foi apresentada durante a Reunião Ordinária desta terça-feira (8) pelo líder do Bloco Minas Melhor, deputado André Quintão (PT), também requerendo a rejeição da denúncia.

Ao receber a questão de ordem do deputado André Quintão, o 1º-vice-presidente da ALMG, deputado Lafayette de Andrada (PRB), afirmou que não serão admitidas outras tratando do mesmo assunto, uma vez que já houve tempo suficiente para avaliação pelos parlamentares.

Presidente declara que recebimento da denúncia foi legítimo

Com relação à decisão lida nesta terça-feira (8), o presidente Adalclever Lopes respondeu aos argumentos do líder do Governo. No dia 2 de maio, o parlamentar questionou a falta de motivação para o recebimento da denúncia, a ausência de competência do 1º-vice-presidente da ALMG para o seu acolhimento e a desconformidade com a Lei Federal 1.079, de 1950, que tipifica os crimes de responsabilidade cometidos por agentes públicos.

Depois de analisar esses três questionamentos, a Presidência da ALMG indeferiu a questão de ordem do deputado Durval Ângelo e reafirmou a legitimidade do ato de recebimento da denúncia. A Presidência considera que não há nulidade no recebimento da denúncia pelo deputado Lafayette de Andrada (que conduzia a reunião de Plenário no dia 26 de abril), uma vez que os vice-presidentes têm a prerrogativa regimental de substituir o presidente da ALMG quando este estiver ausente.

No entendimento da Presidência, esse ato não ofende o princípio jurídico da fundamentação das decisões judiciais, tendo em vista que ele observou os aspectos formais para sua admissibilidade. E o argumento de inépcia da denúncia apresentada também foi negado, pois, na avaliação da Presidência, ela está embasada na Lei Federal 1.079 e o governador tem assegurado o direito à ampla defesa.

Iniciativa popular – A denúncia de iniciativa popular contra o governador Fernando Pimentel foi apresentada pelo advogado Mariel Márley Marra. Segundo ele, o crime de responsabilidade se configura em função do atraso nos repasses financeiros devidos aos Poderes Legislativo e Judiciário. Ele cita, ainda, a retenção de recursos do ICMS e do IPVA destinados aos municípios, incluindo verbas para saúde e transporte escolar.

O acolhimento da denúncia pela ALMG inaugura o processo de impeachment contra o governador. Deverá ser formada uma comissão especial para analisar a denúncia de crime de responsabilidade. Os ritos e prazos desse processo de impedimento ainda não estão definidos.

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