O crânio estava em uma caixa de metal dentro de um armário, também de metal, no laboratório de antropologia biológica do Museu Nacional (Foto: reprodução Globo News)
O crânio estava em uma caixa de metal dentro de um armário, também de metal, no laboratório de antropologia biológica do Museu Nacional (Foto: reprodução Globo News)
(Last Updated On: 19/10/2018 15:39)

Crânio de Luzia, fóssil humano mais antigo das Américas, encontrado pela primeira vez em Lagoa Santa, é localizado nos escombros do Museu Nacional

A peça já tinha sido dada como como perdida pelo pesquisadores, mas nesta sexta-feira (19.10) equipe de pesquisa do Museu Nacional encontrou o crânio de Luzia, considerado o fóssil humano mais antigo das Américas.

De acordo com o jornal O Globo o  crânio foi encontrado há alguns dias e está em melhores condições do que se imaginava. O anúncio sobre a localização da peça foi feita pela pesquisadora Cláudia Rodrigues.

A cientista comentou que o fóssil chegou a sofrer algumas alterações por causas dos impactos provocados pelo incêndio ocorrido no início de setembro. De acordo com Cláudia Rodrigues a equipe do Museu Nacional vai trabalhar agora para recuperar cerca de 80% fragmentos que foram localizados.

Apesar da destruição provocada pelo incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro, havia esperança de que os ossos de Luzia, com cerca de 12 500 a 13 000 anos, não tivessem sido totalmente destruídos pelo fogo.

O crânio estava em uma caixa de metal dentro de um armário, também de metal, no laboratório de antropologia biológica do Museu Nacional, localizado no térreo.

Quem foi Luzia

O crânio de Luzia foi encontrado em 1975 na gruta Lapa Vermelha, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mesmo local onde o dinamarquês Peter Lund encontrou as primeiras ossadas humanas junto com fósseis da megafauna, no século XIX.

Só cerca de 20 anos depois, em 1998, quando biólogo brasileiro Walter Alves Neves, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), estudou o fóssil, Luiza ganhou fama.

De acordo com Neves, Luzia faz parte da primeira população humana que entrou no continente americano. Ele concluiu que Luzia era negroide, muito parecida com os aborígenes australianos e bem diferente dos índios. “Propusemos então, no final dos anos 80, de que a América teria sido ocupada por duas populações distintas”, explicou.

 

 

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