A concessão para exploração do trecho da MG-424, entre MG-010 e a entrada de Sete Lagoas, com mais de 51 quilômetros, prevê aporte de recursos de R$ 1,068 bilhão ao longo de 30 anos
A concessão para exploração do trecho da MG-424, entre MG-010 e a entrada de Sete Lagoas, com mais de 51 quilômetros, prevê aporte de recursos de R$ 1,068 bilhão ao longo de 30 anos.
(Last Updated On: 10/05/2018 16:16)

Um grupo de prefeitos das cidades que são cortadas pelas rodovia MG-424, que liga Vespasiano a Sete Lagoas, cobrou dos deputados estaduais um posicionamento contra a instalação de praças de pedágios em dois trechos da estrada. Há quase um mês uma manifestação fechou a rodovia por algumas horas.

Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) diversos parlamentares receberam a comitiva de prefeitos e políticos da região pedindo apoio contra o projeto. Eles se posicionam contra a cobrança no trecho entre Pedro Leopoldo e Belo Horizonte, cidades distantes apenas cerca de 40 quilômetros.

Para os deputados, os moradores dessas regiões serão os mais prejudicados. “Esse pedágio, de mais de R$ 8, será, proporcionalmente, o mais caro do Brasil”, destacou Sargento Rodrigues (PTB). Ele lembrou que esse trecho da rodovia está pronto e nem necessita de obras. “Se for preciso, eu e o deputado João Leite (PSDB) vamos provocar o Ministério Público”, avisou.

O prefeito de Pedro Leopoldo, Cristiano Marião, disse que do jeito que o processo está sendo conduzido. os moradores das cidades da região vão paga o pedágio mais caro do Brasil por quilômetro rodado.

Deputados criticam pedágio

Também criticaram a proposta os deputados Dalmo Ribeiro Silva e Antônio Carlos Arantes, ambos do PSDB. Gustavo Valadares e João Vítor Xavier, do mesmo partido, salientaram que as cidades da RMBH são conurbadas, ou seja, suas áreas urbanas são limítrofes, muitas vezes sem uma divisão clara.

“Uma mesma pessoa passa várias vezes ao dia nessa estrada. Ela depende de atendimento de saúde em BH ou leva e busca o filho na escola”, exemplificou Gustavo Valadares.

“É importante a sociedade se organizar. Há um trecho da estrada muito ruim, como em Matozinhos. O cidadão vai pagar primeiro para, depois, ter a promessa de melhorias na estrada”, reforçou João Vítor Xavier.

Também criticaram a proposta os deputados Dalmo Ribeiro Silva e Antônio Carlos Arantes, ambos do PSDB. Gustavo Valadares e João Vítor Xavier, do mesmo partido, salientaram que as cidades da RMBH são conurbadas, ou seja, suas áreas urbanas são limítrofes, muitas vezes sem uma divisão clara.

“Uma mesma pessoa passa várias vezes ao dia nessa estrada. Ela depende de atendimento de saúde em BH ou leva e busca o filho na escola”, exemplificou Gustavo Valadares.

“É importante a sociedade se organizar. Há um trecho da estrada muito ruim, como em Matozinhos. O cidadão vai pagar primeiro para, depois, ter a promessa de melhorias na estrada”, reforçou João Vítor Xavier.

Posição do governo de Minas

De acordo com a secretaria estadual de Transportes e Obras Públicas (Setop), a requalificação da MG-424 é reivindicada por diversos municípios da área central do Estado, como forma de atrair novos investimentos, além de possibilitar um acesso mais rápido ao Aeroporto de Confins. Atualmente a rodovia é uma das quinze sob responsabilidade do DEER/MG com maior número de acidentes no Estado.

O trecho já duplicado, cujo investimento foi feito pelo Estado, contribuiu para diminuir o valor do pedágio. Isso ocorreu em inúmeros trechos de rodovias federais recentemente concessionadas. Caso do trecho da BR-040, entre Sete Lagoas e Belo Horizonte, que já era duplicado quando foi concessionado e conta com praça de pedágio antes da cidade de Sete Lagoas.

Os moradores de Pedro Leopoldo, Capim Branco e Matozinhos, caso não queiram passar pela praça de pedágio em direção a Belo Horizonte, terão a opção de usar a LMG-800 e depois MG-010 para seguir até a capital. A praça de pedágio ficará após São José da Lapa no sentido Pedro Leopoldo e não afetará os usuários dessa cidade que se dirigem a Belo Horizonte. Os moradores de Confins que se dirigirem a Pedro Leopoldo e Matozinhos, bem como a Belo Horizonte, continuarão sem pagar pedágio.

A concessão para exploração do trecho da MG-424, entre MG-010 e a entrada de Sete Lagoas, com mais de 51 quilômetros, prevê aporte de recursos de R$ 1,068 bilhão ao longo de 30 anos, sendo R$ 403 milhões até o sexto ano de contrato. Dentre outros investimentos, contemplará a construção dos contornos de Matozinhos e Prudente de Morais, cidades fortemente afetadas pelo volume de carretas e veículos pesados que trafegam pelo local.

A Comissão Permanente de Licitação da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) reabriu o prazo inicialmente estabelecido para a Concorrência Internacional nº 003/2018 para exploração, mediante concessão, da Rodovia MG-424. A abertura, antes prevista para o dia 26 de abril, foi prorrogada para o dia 5 de junho próximo.

 

 

 

 

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