O novo espaço e a reforma da sala da reserva técnica vão trazer mais conforto e comodidade para quem visita o Parque do Simidouro (Agência Minas)
O novo espaço e a reforma da sala da reserva técnica vão trazer mais conforto e comodidade para quem visita o Parque do Simidouro (Agência Minas)
(Last Updated On: 29/06/2018 23:06)

O Parque Estadual do Sumidouro, localizado nos municípios de Lagoa Santa e Pedro Leopoldo, a cerca de 50 Km da capital mineira, acaba de ganhar um novo espaço.

A Sala Multiuso Aroeira será utilizada tanto para eventos com o público, como para reuniões internas da equipe de funcionários da unidade de conservação (UC). Na oportunidade, também foi reinaugurada a sala da reserva técnica do Museu Peter Lund, que passou por reforma.

A nova sala fica dentro do Museu Peter Lund, um dos atrativos do Parque Estadual do Sumidouro. A construção da sala multiuso e a reforma do local destinado à reserva técnica do museu foram construídas em atendimento a uma das condicionantes do processo de licenciamento ambiental da ampliação, pavimentação e recuperação de pátios e pista de pouso e decolagem do Aeroporto de Confins. O novo espaço possui 53 m² e contou com um investimento de cerca de R$ 428 mil, que foi todo custeado pela BH Airport, empresa que administra o terminal.

Para o gerente da UC, Leonardo Quirino da Costa Pereira, o novo espaço e a reforma da sala da reserva técnica vão trazer mais conforto e comodidade para quem visita o Parque e também para os seus funcionários. “Como agora o Museu do Castelinho pertence definitivamente ao Parque do Sumidouro, a sala da reserva técnica está totalmente preparada e equipada para receber o seu acervo”, acrescentou.

O Museu Arqueológico da Lapinha, conhecido como “Museu do Castelinho”, devido a sua arquitetura que lembra um castelo, conta com um acervo de cerca de 6 mil peças, sendo aproximadamente 4 mil delas oriundas da região. Dentre elas destacam-se fósseis humanos de ossadas completas do Homem de Lagoa Santa (povo de Luzia), ferramentas pré-históricas, além de cerâmicas indígenas da era pré-cabralina.

O Museu, apesar de estar localizado dentro do PE Sumidouro, era de propriedade particular, mas neste ano sua regularização fundiária foi concluída e agora pertence à UC, bem como todo o seu acervo.

Na solenidade de inauguração, o diretor de Unidades de Conservação do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Brício Vasconcelos de Souza Lima, destacou a missão que o Instituto tem de conservar a biodiversidade das UCs estaduais. “O foco da nossa tarefa é o de engajar todos os atores nas discussões que envolvem o tema ambiental e encontrar o ponto de equilíbrio entre os diversos interesses envolvidos”, afirmou.

O supervisor regional da Unidade Regional de Florestas e Biodiversidade (URFBio) Centro, Norte, Júlio César Moura Guimarães, agradeceu ao ex gerente do PE Sumidouro, Rogério Tavares, que, segundo Júlio, se empenhou para trazer os recursos da condicionante para o Parque. Ele também apontou a parceria entre o poder público e instituições privadas como uma forma de trazer investimentos para as UCs. “A sociedade é a grande beneficiada dessa cooperação”, completou.

Com a inauguração da sala multiuso e a reforma da sala da reserva técnica, o PE do Sumidouro, que recebe cerca de 2 mil visitantes por mês, aprimora ainda mais a sua estrutura de apoio e conforto aos turistas e aos moradores das comunidades do entorno.

O Parque

O Parque Estadual do Sumidouro foi criado em janeiro de 1980. A reserva ambiental possui uma área total de 2.004 hectares. Administrado pelo IEF, a reserva ambiental é caracterizada como Unidade de Proteção Integral. O Parque tem o objetivo principal de promover a preservação ambiental e cultural, possibilitando atividades de pesquisa, conservação, educação ambiental e turismo.

A unidade recebeu este nome devido a sua lagoa, que possui um ponto de drenagem das águas da bacia típica dos terrenos calcários. Trata-se de uma abertura natural para uma rede de galerias, por meio da qual um curso d´água penetra no subsolo denominado “sumidouro”, termo que vem da palavra indígena “Anhanhonhacanhuva”, que significa “água parada que some no buraco da terra”.

O parque está associado às pesquisas pioneiras, feitas na primeira metade do século XIX pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, descobridor do Homem de Lagoa Santa, considerado um dos primeiros habitantes do Brasil.

O local é apontado como de grande relevância histórica devido aos achados encontrados pelo pesquisador e às evidências da coexistência do homem com a fauna extinta, fato que contribuiu para o surgimento do pensamento evolucionista por meio de citações de Charles Darwin no livro “A Origem das Espécies” (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life), em que se discute a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural.

O Parque conta com duas portarias (Museu Peter Lund/Gruta da Lapinha e Casa Fernão Dias), estacionamento, alojamento de pesquisadores e centro de pesquisas.

Dentre os atrativos do Parque Estadual do Sumidouro, destacam-se: a Gruta da Lapinha, o Museu Peter Lund, o Circuito Lapinha, a Escalada, a Casa Fernão Dias, a Trilha do sumidouro e a Trilha da Travessia Sumidouro e o Museu Arqueológico da Lapinha (Museu do Castelinho).

Com Agência Minas

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  1. Observação: O acervo do Museu do Castelinho não pertence ao Parque do Sumidouro. O acervo pertence à Família Bányai e população de Lagoa Santa, pois o Castelinho e seu acervo Arqueológico é Tombado pela municipalidade. A regularização fundiária não inclui acervo. Será feito um comodato entre IEF e a Família.

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